Crédito da Imagem: Ultima Instância
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Autora: Luíza Giovancarli

Não é nenhuma novidade que o comércio eletrônico vem crescendo no mundo todo. A facilidade de realizar as compras pela internet atrai cada vez mais consumidores e, além disso, o próprio consumo de tecnologia – smartphones e tablets – vêm contribuindo para o aumento de vendas pela internet. Só no Brasil as estimativas são de que as vendas online este ano movimentem R$ 28 bilhões.

Para o advogado Márcio Cots, sócio no Cots Advogados e especialista em Direito Digital, isso significa muitas oportunidades de negócios para o mercado jurídico. “Não só no Brasil como no mundo todo existe uma demanda muito forte com relação às questões legais relacionadas às novas tecnologias. Esse crescimento não é só no Brasil tanto é que tem escritórios aqui no país que assessoram outros países. Essa é uma demanda mundial. E muito embora aqui no país você não tenha uma regulamentação com relação a todos os assuntos de certa forma você tem isso regulamentado por jurisprudência. Então os casos vão acontecendo, o advogado não pode se negar a resolver a questão então começam a existir soluções de uma forma ou de outra”. Segundo o especialista, como existem diversas questões legais envolvidas no setor, o escritório já consegue montar um banco de dados a partir das resoluções dos casos.

O que incomoda muitos advogados é o fato de existir uma regulamentação tão incipiente no Brasil para as questões envolvendo a área tecnológica. Cots, porém, acredita que o país está caminhando para mudar isso. “Uma coisa que é preciso entender é que o fato de ter ou não ter lei não vai aquecer ou desaquecer o mercado. O que aquece são os problemas que existem relacionados a essas questões. Porque se tiver problemas, questões legais a serem discutidas, não é com a existência ou não da lei que esses problemas vão ser levados para o judiciário. Eles vão ser levados de qualquer forma. Você tem muita coisa que é levada para o judiciário e que gera uma demanda muito forte por parte dos escritórios”, aponta.

Neste cenário, o comércio eletrônico deve continuar crescendo no país e gerando novas demandas para os escritórios. Pesquisa recente da E-bit Consultoria aponta que no primeiro semestre de 2013, o Brasil já faturou R$ 12,7 bilhões, 24% a mais do que no ano anterior. “O e-commerce acaba tendo uma atenção especial dos escritórios especializados o direito digital. O que a gente acredita é que para o próximo ano essa demanda vai se manter ou aumentar”, explica Cots.

As demandas para o mercado jurídico não param por aí, segundo o advogado. “Esse ano teve uma demanda muito forte relacionada ao que a gente chama de contencioso digital ou frente digital. São processos digitais que envolvem investigação de crimes digitais e tudo mais. Além disso, vai ter provavelmente a regulamentação por meio do Marco Civil da Internet que vai trazer mais demandas. O crescimento também do mercado de tecnologia da informação pode trazer também mais oportunidades específicas relacionadas às empresas de tecnologia”, finaliza.

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Fonte: Ultima Instância